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A América Latina e o Caribe deixam de seguir tendencias, e passam a inspirá-las
por Arturo Garcia Rosa - President & CEO, SAHIC Group
Por muito tempo, a América Latina e o Caribe foram percebidos como mercados emergentes, sempre vistos pelo seu potencial, mas raramente reconhecidos pela sua capacidade de orientar tendências globais. Esse ciclo está se rompendo. Os dados mais recentes divulgados no CBRE Global Hotel Outlook H2 2025 mostram que a região não apenas cresce, ela redefine o jogo.
Os números falam por si. O México recebeu 15,6 milhões de turistas internacionais entre janeiro e abril e adicionou mais de 2.280 novos quartos ao seu inventário, com outros 3.900 previstos até o fim de 2025. A República Dominicana, que já ultrapassou 4 milhões de visitantes nos primeiros quatro meses do ano, projeta chegar à marca de 12 milhões de turistas, impulsionada por um pipeline de 78 projetos, que somam mais de 18 mil quartos.
A Colômbia registrou aumento de 6,6% nas chegadas internacionais e está a caminho de gerar mais de US$ 21 bilhões em contribuição econômica do turismo. A Costa Rica, por sua vez, avança com 26 novos projetos, sustentados por mais de US$ 700 milhões em investimentos, consolidando-se como referência global em ecoturismo e hospitalidade de alto padrão.
Esses números impressionam, mas o que eles realmente revelam é algo maior: a região deixou de ser apenas receptora de capital e passou a ser formadora de tese. Aqui, marcas testam novos conceitos, operadores desenvolvem modelos híbridos de hospitalidade, investidores encontram ativos com potencial de reposicionamento e governos começam a compreender o turismo como vetor estratégico de desenvolvimento.
O que antes era promessa agora é influência. A América Latina e o Caribe não seguem tendências, alimentam a agenda global com soluções, ideias e formatos que dialogam com sustentabilidade, inovação, impacto social e pluralidade de produtos. A região não apenas cresce; ela amadurece, provoca e inspira.
É nesse contexto que a 20ª edição do SAHIC, de 22 a 24 de março de 2026, no Rio de Janeiro, torna-se ainda mais relevante. Não será apenas mais um fórum sobre investimento e hospitalidade. Será o ambiente onde esse novo protagonismo regional se traduz em decisões concretas — onde líderes globais vêm para entender, se conectar e construir junto com a região.
O mundo já olha para a América Latina e o Caribe com atenção renovada. E a mensagem que emerge dos relatórios, dos projetos e das conversas é clara: não estamos apenas crescendo; estamos liderando uma nova forma de pensar a hospitalidade, o turismo e o real estate.
Nos vemos no Rio de Janeiro - no epicentro da conversa que a indústria global já reconhece como indispensável.

